Oscar 2019: curiosidades e polêmicas sobre a premiação

Um dos prêmios mais cobiçados do cinema mundial, o Oscar teve sua primeira cerimônica realizada em 1929 e, neste domingo, 24, será realizada a 91ª edição, que este ano não terá um apresentador.

INÍCIO

A primeira cerimônia do Oscar foi realizada em 16 de maio de 1929, durou 15 minutos e foi vista por apenas 270 pessoas no Hotel Hollywood Roosevelt. Os ingressos custaram cinco dólares e as estatuetas foram entregues pelo então presidente da Academia, Douglas Fairbanks, que foi o primeiro anfitrião.

CONFUSÃO

A cerimônia do ano passado terminou de forma patética. Uma involuntária troca de envelopes fez com que Warren Beatty e Fay Dunaway anunciassem La La Land como melhor filme. Segundos depois, chegou o envelope correto, que apontava o verdadeiro vencedor: Moonlight.

PIONEIRO

O primeiro Oscar da história foi entregue ao ator Emil Jannings, que estava de mudança para a Europa e, por isso, não compareceu à cerimônia, recebendo a estatueta com antecedência.

EMPATE

O primeiro empate na premiação aconteceu em 1932, quando Fredric March, por O Médico e o Monstro, e Wallace Berry, por The Champ, venceram com atores principais.

SUSPENSÃO

Em 1938, foi a primeira vez que a cerimônia foi suspensa em decorrência de uma grande inundação em Los Angeles. Outras duas vezes a festa foi adiada: em 1968, pelo assassinato de Martin Luther King, e em 1981, depois do atentado sofrido pelo presidente Ronald Reagan.

INDICADA

Com sua 21ª indicação, Meryl Streep é, entre os atores, a que mais vezes ficou entre as finalistas. E, se vencer neste ano, conquista sua quarta estatueta e se iguala a Katherine Hepburn.

VENCEDORA

A atriz Katherine Hepburn ainda é, entre os prêmios de atuação, a ganhar mais estatuetas: foram 4. O primeiro em 1934, por Manhã de Glória, seguido de Adivinhe Quem Vem para Jantar (1968), Leão de Inverno (1969, empatada com Barbra Streisand, por Funny Girl) e Num Lago Dourado (1982).

VENCEDOR

Walt Disney ainda é o principal vencedor, ao faturar 26 estatuetas, além de 59 indicações. O criador do Mickey também conseguiu o feito de ser indicado ao prêmio por 22 anos consecutivos.

ANIMAÇÃO

Pinóquio, de 1940, foi a primeira animação a vencer na categoria de música original, com a canção When You Wish Upon a Star.

PRIMEIRO

E Shrek foi a primeira animação a vencer a então recém criada categoria dedicada a esse tipo de trabalho, em 2002.

IDENTIDADE

Somente dois atores ganharam o Oscar por interpretar o mesmo personagem: Marlon Brando e Robert De Niro pelo papel de Vito Corleone em O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão II (1974), respectivamente.

REPRESENTANTE

Brando, aliás, não compareceu à cerimônia de sua vitória, sendo representado pela índia Sacheen Littlefeather como forma de protesto à maneira que a televisão e o cinema retratavam a figura indígena. Descobriu-se depois que ela não era uma índia, mas uma militante.

JOVEM

A atriz Tatum O’Neal é a mais jovem a conquistar um Oscar: tinha dez anos quando venceu como melhor coadjuvante por Lua de Papel (1973).

NU

No ano seguinte, aliás, 1974, um homem completamente nu surgiu inesperadamente no palco enquanto David Niven preparava-se para anunciar Elizabeth Taylor. O ator não perdeu a fleuma e ainda ironizou as partes íntimas do streaker.

ÚNICA

Apenas uma cineasta venceu o Oscar de direção: Kathryn Bigelow, em 2010, por Guerra ao Terror.

ESQUISITOS

Já os discursos mais, digamos, originais foram de Cher (atriz de O Feitiço da Lua, 1987), que agradeceu seu cabeleireiro, Roberto Benigni (ator e filme estrangeiro por A Vida é Bela, 1997), que agradeceu à “pobreza infantil”, e de Maureen Stapleton (coadjuvante em Reds, 1981), que agradeceu a “todas as pessoas que já conheci na vida”.

OPS…!

Tom Hanks deu um grande fora em seu discurso de agradecimento por melhor ator em Filadélfia, em 1993, quando interpretou um advogado homossexual. Agradeceu a inspiração que teve em um professor do Ensino Médio, porém, o sujeito não era assumido. A piada renderia o roteiro de Será Que Ele É?, com Kevin Kline em 1998.

FORTE

A fim de mostrar que ainda podia trabalhar muito, o veterano Jack Palance comemorou a conquista como melhor coadjuvante (Amigos, Sempre Amigos), em 1992, fazendo flexões com um braço só. À época, ele estava com 73 anos.

DUBLÊ

O Brasil ganhou um Oscar que, na verdade, foi para a França. O diretor do premiado Orpheu Negro, de 1958, era francês e a produção foi feita em conjunto com Brasil, Itália e França.

MOTOCA

O filme Diários de Motocicleta (2004), de Walter Salles, ganhou o Oscar de canção original por Al Otro Lado del Río, do uruguaio Jorge Drexler. Novamente, a estatueta não veio para o País.

MOLINA

Também não veio com a premiação de William Hurt como melhor ator pelo trabalho em O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco (também indicado), em 1986.

BIG FIVE

Apenas três filmes venceram os cinco principais prêmios do Oscar (filme, diretor, ator, atriz e roteiro): Aconteceu Naquela Noite (1934), Um Estranho no Ninho (1975) e Silêncio dos Inocentes (1991).

INJUSTIÇAS

Vários gênios do cinema jamais receberam a estatueta em competição – alguns apenas como homenagem. Nomes como Stanley Kubrick, Charles Chaplin, Orson Welles, JeanLuc Godard e Alfred Hitchcock.

TERMO

Os ganhadores do Oscar precisam assinar um termo para ficar com a estátua. Com isso, eles se comprometem a nunca vender a estatueta sem antes oferecê-la de volta a Academia pelo preço simbólico de um dólar. A medida vale para estatuetas entregues depois de 1950.

BENEFICENTE

A decisão foi tomada depois de ações como a do ator Harold Russell vendeu, em 1992, o Oscar conquistado em 1947 por sua atuação em Os Melhores Anos de Nossa Vida. Ele arrecadou 60,5 mil dólares para cobrir as despesas médicas de sua mulher.

RESTITUIÇÃO

Em caso de perda ou furto, a Academia se compromete a entregar uma estatueta nova ao portador.

MEDIDAS

A fabricação de cada estatueta custa em média 500 dólares. Elas medem 43 cm, pesam quase 4 quilos e são banhadas a ouro 24 quilates.

FÁBRICA

A confecção das estatuetas demora um mês para ser finalizada. Elas são polidas, moldadas e finalizadas pela Chicago’s R.S. Owens & Company.

ORIGEM

Várias teorias tentam explicar a origem do nome do prêmio. A mais aceita diz que uma funcionária da Academia, Margareth Herrick, teria dito que a estatueta se parecia com um tio chamado Oscar. Outra versão dá conta que a atriz Bette Davis o teria apelidado assim, devido à semelhança com seu primeiro marido.

SEM ANFITRIÃO

Em 1989, a Academia mudou as coisas, não tendo um mestre de cerimônias oficial. Mas não deu certo. A cerimônia foi tão ruim que levou vários artistas – incluindo Julie Andrews, Blake Edwards, Gregory Peck, Paul Newman, Billy Wilder e Sidney Lumet – a escreverem uma carta aberta afirmando que a cerimônia foi uma “vergonha” e “não é adequado nem aceitável que o melhor trabalho no cinema seja reconhecido de maneira tão humilhante”.

23/01/2019

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